quinta-feira, 24 de maio de 2007
Um Dia Qualquer
domingo, 20 de maio de 2007
Paco de Lucia
Passar o natal na praia pareceu-me muito estranho. Com datas festivas sou bem rígido, principalmente neste dia. É a ocasião de passar com a família
Na noite da véspera natalina estávamos eu e um amigo no centro da cidade. Encontramos lá alguns amigos dele. Todos eram psedos-headbangers. Na verdade não passavam de uns moleques que vivem escutando metal melódico e falando mau de tudo que está fora desse pequeno e chato universo deles. Acham-se os eruditos da musica. Lembro pouco de suas características. Haviam dois irmãos gêmeos, uma garota que dias depois fui descobrir que era totalmente auto-destrutiva e mais dois rapazes cujas suas características não chamaram-me minha atenção, já que apaguei da minha mente em um curto espaço de tempo. Camisetas de bandas? Claro que tinham, mas também não recordam de quem era, se não me engano a da guria era do evanescence. Estavam sentados em bancos do lado de uma barraca dos saborosos kreps suíços. Nós acabamos entrando no grupo para não ter que ficar perambulado por aí como baratas tontas.
Conversa musical chatíssima. Tudo que eles falavam era chato: bandas, músicas, heavy metal e etc... Realmente detesto todos os fãs de metal melódico por serem tão chatos e Xiitas. O local realmente não estava agradando-me. Mas fazer o que, tinha que matar um pouco o tempo ali fora para a ceia natalina que aconteceria a alguns minutos no apartamento onde estava com minha irmã.
Consultei meu celular diversas vezes para saber quanto tempo ainda tinha. Infelizmente não tenho precisão total para afirmar que horas eram. Mas estava perto de me chamarem para a ceia. É nisso que surje do meu lado um senhor que carregava uma bolsa preta e se não me engano fumava. Ele pediu-me licença para sentar-se conosco. Claro que foi concedido. Aqui parece um dos personagens mais estranhos que já vi. O homem veio falando um portunhol bem estranho conosco, não entediamos nada. Era preciso pedir para que falasse a mesma coisa várias vezes para uma pequena assimilação nossa do seu tosco vocabulário. Todo aquele pessoal ria dele. E ele mostrava-se bastante irritado, mas eu não ria.
Quando começamos a acostumar-se um pouco com sua fala ele questiona sobre as camisas de bandas do pessoal. Nessa parte surge-me um melancólico lapso de memória. Porém esse papo vai levar ao desconhecido dizer que era um renomado produtor. Se não me falha a memória ele seria uma espécie de manager do Sepultura. Todos duvidaram. Nesses momentos comecei a notar que deveria ser um louco excêntrico.
Mais um pouco de conversa e ele conta-nos que fala inglês. Por incrível que pareça a comunicação melhorou bastante nesse quesito. O problema era formular perguntas nessa língua. A garota do inclinava seu corpo para frente tentando mostrar interesse para depois lhe fazer perguntas idiotas se estava bêbado. Algo que sempre o deixava irritado. Mas visualizei que também esse idioma era toscamente reproduzido pela nossa figura desconhecida. Até chegou um ponto em que ele revela sua identidade, ou a sua identidade fictícia: Paco de Lucia! Todos ao redor não entenderam, só eu tive um suspiro e estremeci. Para quem não sabe, Paco é um dos maiores violonistas que existe, um dos maiores virtuoses do violão.
Estava estupefato! Imagine eu poder falar com um dos maiores instrumentista do mundo. Nesse momento é que noto. E também noto como meus recém conhecidos amigos headbangers não sabem nada de música. Quando o nome dele foi dito ninguém teve o mesmo arrepio que eu. Tive que explicar do que se tratavam aquelas duas palavras que nomeava-lo. Houve muito desinteresse do pessoal, eles não conheciam sobre Paco, só eu que algumas vezes ouvi na rádio sessões de ele com Al di Meola. O nome que para mim era extraordinário para os outros presentes era nada.
Em dado estante o meu celular tocou. Devia ir para o apartamento , pois a ceia já estava pronta. Não tinha notado como o tempo tinha passado voando. Falamos sobre diversas coisas, sempre com a reprovação dos outros que achavam que o nosso “Paco” era um impostor. Achava que isto era derivado de eles nunca ter ouvido falar sobre o seu nome. E o que mais deixava-me desapontado era que simplesmente não conhecia uma única foto do músico! Precisávamos de um violão para que provasse não ser um impostor. Mas o famigerado instrumento não estava perto de nós. O que para mim foi uma tristeza.
Um dos gêmeos tirou uma foto com seu celular de eu e o “Paco”. Mas não adianta nada mesmo. Botei aspas no nome pois aí reside minha melancolia. Depois deste dia vi vários vídeos do violonista, todos com ele bem novo, e parecia diferente do estranho que encontrei naquela noite. Mas ainda reside um pingo de esperança que talvez tenha conhecido o real instrumentista. Mas que fique registrado em minha história: Um dia em Capão da Canoa ele conversou com Paco de Lucia ou o lunático que encarnava Paco de Lucia. Sem contar que mesmo telefonando, Jonas acabou atrasando-se para a ceia deixando a sua irmã bastante preocupada. Quando ele chegou na esquina do apartamento viu o pessoal esperando a sua chegada. Ele justificou seu atraso dizendo que estava conversando com Paco de Lucia. Mas ninguém ali sabia quem era o tal de Paco para seu desapontamento total.
domingo, 13 de maio de 2007
Domingo Jazz
Como é bom falar sobre domingos. Esse é um dia especial, o ultimo suspiro antes de se entregar á batalha cotidiana e cruel que é a segunda-feira. Nesse domingo ,que romanticamente fica atemporal em um texto, foi totalmente parado e sem graça. Teria que ter passado o dia estudando lógica de programação, mas não consegui. Hoje estava nublado, frio e chuvoso, muito bom, mas se não houvesse essa maldita avaliação amanhã... Porém, o que mais chama atenção foi que passei todo esse período movido a jazz! Que música mais saborosa e sedutora. Ouvi apenas Pet Metheny e Miles Davis, esse último repetidas vezes. Que som venenoso desse sujeito, ele me deixa tenso, mas é uma tensão boa que arrepia tudo, é uma musica que atiça os sentidos, formidável! Metheny vinha depois em poucas faixas com suas belas melodias para eu recuperar-me. E que bom gosto musical, arranjos simplesmente saborosos. Porém, logo após o mestre Miles voltava com seu tiro sonoro intenso. Passei assim meu domingo assustado, seduzido e admirado pelo jazz. Ainda bem!
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Olhos Atentos
Os dias frios para mim são como um bom romance literário: funciona apenas no papel. Toda aquele êxtase que estava pela chegada do frio evaporou-se. A rinite ataca-me ferozmente a cada novo dia. Mas ainda noto o saboroso gosto de Porto Alegre nesse clima. Meu olho continua fotografando e notando pessoas e lugares de forma espetacular em todas as idas diárias para o bairro IAPI.
As viagens para o colégio duram cerca de duas horas. Pego um ônibus aqui da Cavalhada e desço no Centro para pegar outro. Escuto tranquilamente o som das rádios FM. Gosto de programas de debate humorístico que acontecem pelo início da tarde. A programação musical é um saco de agüentar, sem contar que meu maravilhoso MP3 player está sem fones já faz um tempinho. E em todas essas idas e vindas fico observando atentamente as pessoas que entram e saem da condução. Disseco tudo com meu olhar. Lá tiro grandes coadjuvantes da vida cotidiana: alegres, tristes, envergonhados, bravos e tantos outros. Uma verdadeira tarefa de matar o tempo.
Mas existe um tipo que sempre me chama a atenção: os idosos. Meu pai é aposentado e já é do pessoal da “terceira idade”. E confesso, ainda não descobri uma pessoa tão comunicativa como ele! Está certo que tanta comunicação me deixa muito bravo de sair com ele, mas noto que de lá jorra um dom quase que sobrenatural de falar e cativar pessoas. Porem em todas essas observações noto que a maioria deles é assim. Ontem mesmo vi um senhor que era uma cópia fiel ao meu pai. E sempre com bom humor e alegria. Esse tipo de companhia transborda toda sua experiência de uma maneira franca e positiva que é contagiante. Certo que também existem os idosos rabugentos, mas sempre existem esses alegres e cheios de vida.
Uma pergunta fica-me na cabeça. Esse pessoal mais velho já pertence a uma geração que findou-se. Agora vem reflexão: como será quando nós formos idosos? Como nossa turma será quando chegarmos a casa dos 60 e 70 anos? Esse questionamento é saboroso, eu até já teria alguns formatações do futuro, vindas diretamente dos meus cansados olhos míopes que tanto analisam...
terça-feira, 8 de maio de 2007
Não era da Neugebauer!
Hoje aconteceu algo muito interessante. Ontem era segunda-feira, estava eu e minha amiga do colégio voltando das aulas. Dia bastante frio de tremer compulsivamente a boca e tapar nossas indefesas mãos em um bolso ou mesmo nas mangas dos moletons. Voltávamos no ônibus IAPI, conversa normal e chega a parada para ela descer. Tudo bem, lá se vai ela para sua casa e eu sento-me em seu lugar recém vago. E não é que quando me aconchego na poltrona encontro um pequenino celular Nokia. Acho e na hora escondo ele na minha mão. Era dela ou do rapaz que estava ao meu lado. Pergunto para ele:
Você tem um celular Nokia branco?
Não.
Então deve ser da minha amiga!
Mostro-lhe o aparelho. Aperto o botão para ligar mas este mostra-se sem bateria. Por sorte o aparelho que uso tem uma bateria igual. Não consigo tirar a famigerada fonte de energia do Nokia dela. Talvez estava tentando tirar muito delicadamente o mesmo. Meu desconhecido vizinho de lugar pega o aparelho e usa a milenar técnica do tapa, e não é que funciona! A bateria sai com apenas uma bofetada. Feito isso ligo o telefone e confirmo minhas suspeitas ao achar o nome dela em uns dos perfis do sistema.
Cheguei
Acordo. Hoje é terça-feira. Tudo normal. Estou totalmente atacado da rinite, o tempo esta frio e com um sol, o que é terrível para quem encontra-se com o nariz cheio de coriza. Vou até a Santa Casa como é de costume, admiro a paisagem do centro porto alegrense enquanto espero meu ônibus linha IAPI. Viajem tranqüila ao lado de um amigo de aula. Escuto meus programas de humor radiofônico no meu celular, isso já virou sagrado em minhas viagens até o longínquo bairro do colégio Dom João Becker. Ela sobe no veículo, entrego-lhe seu aparelho, ela agradece-me com seu sorriso que vela dentes geometricamente bem cuidados. Senta-se ao meu lado e abre sua mochila para pegar meu famigerado presente Espanto-me! Ela me dá uma caixa de bombons sortidos da Lacta. Simplesmente a linha que mais gosto desses produtos. Nunca esperaria uma surpresa tão agradável, está certo que nunca fui grande fã de doces, mas isto faz-me ter uma reflexão metafísica.
Sempre ganho doces da Neugebauer, marca esta que confesso não consigo acabar uma caixa. Considero seus doces muito enjoativos. Em toda a minha vida essa sombra sempre perseguiu-me! Quantos aniversários, natais e páscoas passei tendo que agüentar seus sabores. Posso soar muito idiota, mas é a mais pura verdade. Talvez isso seja um trauma de infância. Comprava-mos barras de chocolates deles, e estas revelavam-se com gosto de gordura. Eu juro isso! Os bombons idem. Acho que ultimamente a qualidade da empresa aumentou, mas ainda desconfio, afinal já fui um xereta de psicanálise, e sei que traumas da infância influenciam na nossa vida adulta. E ultimamente confesso que a Nestlé também não agrada-me mais, sempre sobram bastantes doces da clássica caixa azul de sortidos deles.
Acabo soando muito fútil em falar de uma caixa de doces. Mas se pensar bem, eu nem gosto de guloseimas, prefiro os mortais salgadinhos. Com certeza eu nunca vou ser um diabético, mas não existe certeza na vida. A caixa Lacta que recebi hoje foi um real choque, um êxtase gastronômico. Tanto que ela já está melancolicamente no seu fim, e noto que existem três doces que não gosto. Poisé, não existe a perfeição de doçuras para mim. Mas mesmo assim estou abismado! Afinal, não era da Neugebauer!
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Arquitetura Triste
Parece que finalmente a chuva trouxe-me um tempero que tanto gosto: o frio com o céu cinza. Pode parecer uma paisagem melancólica, mas estaria totalmente selada com uma boa garoa de fundo. Dias assim me deixam mais pensativo e também são belos para fotografias. Os tons cinzas tem um gosto urbano que caem como uma luva para Porto Alegre. É nessa paisagem que o centro da cidade deveria viver todos os seus dias.
A chamada zona central porto alegrense me lembra a morte, não sei direito porque sempre faço essa associação. Ali a vida levanta-se em preto-e-branco. Passe lá em um domingo, estará tudo morto, deserto. O pessoal só usa este local para trabalhar. Até hoje não sei onde começa ou acaba a Cidade Baixa com o Centro. É tudo igual. Principalmente as ruas sujas com os antigos prédios pichados .
Passando de ônibus sempre fico olhando as construções antigas. Existem muitas casas velhas abandonadas por lá. Estas transferem uma imagem tétrica e triste. O Garagem Hermética funciona em um desses lugares, até se dizia que existiam os famosos espíritos habitando o recinto. Mas logo ao lado dele existe um grande casarão comercial. Este sim atrai-me. Ele está totalmente abandonado e cheio de lixo. Na ultima vez q tinha ido no Garagem fiquei um bom tempo olhando para as janelas quebradas do prédio, mas não consegui enxergar nada de interessante. O máximo que pude notar, se minha visão estiver certa, foi uma forma que assemelha-se a uma caixa de bateria. Logicamente deduz-se que ali o pessoal guarda equipamentos para o show. Mas minha imaginação não me segura, morro de curiosidade de saber tudo que existe lá dentro.
Esse papo faz lembrar de um outro lugar que é cheio de coisas escondidas. É o meu querido ex-colégio de ensino médio: o Julinho. Junto com meus amigos acabamos descobrindo uma grande quantidade de salas desativados. Com direito a eu ler os pequenos livros de sobre a instituição. Que época boa, devorava cada capitulo e sempre que eram citadas passagens sobre recintos internos chegava a um êxtase incrível. Deliciava-me em falar aos outros como tais lugares eram usados antigamente. Tínhamos planos de abrir todas essas salas, mas no fim não saiu do papel. Agora servem como um gostoso exercício de nostalgia. Explorar a arquitetura da escola era algo fantástico para nós que estávamos no último ano de colégio e já era também totalmente saudosista. Mas o mais triste de tudo isso: Todos esses locais eram totalmente usados antigamente, e agora o governo simplesmente sucateia isto! Para eu que sou um grande admirador da instituição de ensino é totalmente desesperador.
O estúdio onde ensaiava a alguns dias atrás era o Mossom. Este também é localizado em um prédio antigo. O mais interessante que ele é um vizinho do Garagem Hermética e situa-se no início da famigerada avenida Cristóvão Colombo que ali em sua gênese é uma pequena rua. A pintura da casa é nova e bem viva preservando sua forma física com uma beleza que não encaixa-se aos padrões do Centro. Mas quando entra-se no seu interior não apresenta nada de antigo, ao contrário, todo o aparato de tecnologia do lugar tira o seu charme externo. Esse poderia ser um lugar com a cara dos anos 60, para delírio dos intelectuais e mods que vivem nas redondezas. Desse jeito até Bob Dylan gravaria por lá...
Construções antigas sempre fazem eu pensar no passado, de tudo que o tempo já engoliu ou abandonou. Soa depressivo, mas qualquer coisa na vida tem sua época, por isso acho que o Centro parece morto por ter tanta construção velha por lá, afogadas em ruas sujas e acompanhadas pela violência. Enquanto isso a nata cultural apodrece em suas esquinas decadentes de domingo expelindo maconha no ar e continuando a arte de viver.
sábado, 5 de maio de 2007
O Rock n' Roll Morreu
Vou escrever sobre a segunda vez quer toquei no lendário Garagem Hermética. Afinal, fiquei totalmente admirado pelos textos do Leo Felipe sobre o lugar e também teria que constar que eu já toquei lá.
Era meu ultimo show pela Revulsonica e caiu em uma quinta-feira a noite. Um dia totalmente sem nexo para uma boa festa. O clima lá era totalmente deprimente, pouca gente e praticamente um bando de mods fracassados. Não acreditava que estava rodeado por essa nata que tanto odeio oriunda do Bom Fim. Me sentia totalmente deslocado, o clima de lá era underground demais para mim. Fitava todos os cartazes colados nas paredes. Nossa, todo o Rock gaúcho passou por lá. Lembro muito bem de uma amiga me dizer que no outro dia iria tocar lá o Frank Jorge. Lugar totalmente sagrado.
Bem que poderia me encaixar ao perfil lá do pessoal: nerds, sonhadores, excluídos, fracos e etc... Mas realmente não sou como essa gente, afinal, meu Nike preto destoava com todos os All Stars velhos de lá. Não que eu seja um playboy, pelo contrario, mas acho que lá é psicodélico e revolucionário demais se é que alguém me entenderia.
Tinha poucas mesas e cadeiras ao redor do pequeno lugar onde fica a platéia. Ficava lá eu sentado e vendo todas aquelas pessoas bizarras. Não passavam de um bando de maconheiros intelectuais. Os mods sempre me fazem lembrar da UFRGS. Será que devem existir algum desses caras oriundos de faculdade particular? As conversas eram sem pé nem cabeça. Falava-se muito da década de 60 e 70. Parecia que o pessoal tinha empacado nesses tempos. Fico fantasiando o que mais eles poderiam estar discutindo. Pelo jeito falavam de socialismo, Nietzsche, ateísmo, Beatles, economia, maconha, Woody Allen e etc...
Em um determinado momento senti o cheiro da Cannabis Sativa sendo fumava em algum canto. Realmente aqui tenta-se viver o rock n’ roll. Nostálgico lema: Sexo, drogas e rock n’ roll. Sexo acho que deveria estar em falta nesta noite. Haviam pouquissimas mulheres lá, mas todas já com seus pares. Tinha uma que eu sempre acompanhava com olhares, ela era diferenciada, tinha roupa simples e um cabelo que não parecia dos anos
Ao falar em drogas, teve algo lá que achei sensacional. Existe um quadro do lado do “bar” deles que tem uma montagem da Mona Lisa fumando um beck. Tiramos uma foto. Ali ainda residia um respingo de melancólica anarquia. Uma imagem romântica de contestação.
Fizemos o show. O pior que já fiz. O som da guitarra do vocalista sumia a toda hora, restando meu baixo nu apoiado na bateria. Me segurava para não rir do meu amigo dando pisões no fio que ligava a guitarra ao pedal. Conector do pedal dele estava com um maldito mal contato. Lá pela terceira música foi resolvido de ligar o seu instrumento diretamente ao amplificador. E no meio do show sinto o clássico cheiro da maconha. Comecei a rir na hora, a situação pareceu-me totalmente decadente. Estávamos tocando para umas 30 pessoas no máximo, contando com o pessoal das bandas que já tinham ido antes apresentar-se. E ainda começam a fumar na apresentação. Achei totalmente hilário e deprimente. Mas depois pensando melhor, foi meio rock n’ roll, alguém se chapando ao seu som.
Antes de subir ao palco aconteceu algo muito triste. O Garagem Hermética é um templo absoluto da cultura alternativa de Porto Alegre. E dentre tantas características citavam a de que no seu interior era totalmente quente. Mas o ar lá estava incrivelmente gelado. Fiquei abismado, a lenda não estava acontecendo. Olhei para o teto e o vi lá
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Continuando Escrevendo...
Iniciei por inspiração do blog do Leo Felipe lá do programa Radar. O endereço é http://fogueteformidavel.blogspot.com/. Nem preciso falar que é totalmente recomendável, lá o autor conta a história do garagem hermética, até eu que não sou muito fã desta cena alternativa acabei sendo seduzido pelo texto. Passei toda a porcaria de aula de hardware hoje lendo os textos de lá.
Vou parando... Depois posto mais nesse meu novo "livro virtual".
